domingo, 2 de junho de 2013

Retribuindo bençãos



       Pouquíssimas vezes levei minha primogênita à escola: pegava muito cedo no trabalho e minha irmã Clara fazia a delicadeza de levá-la quando levava os seus filhos, já que morávamos na mesma rua. Até reunião de pais era complicado! Ela assistia e me passava as informações. Em algumas poucas ocasiões consegui, como na comemoração do primeiro Dia das Mães quando Danielle estava no Jardim de Infância. E também quando fui levá-la até o portão da escola para o primeiro passeio escolar: visita ao Jardim Zoológico! Foi um dos piores dias da minha vida! Fui a primeira mãe a chegar naquele portão, ao fim da tarde, para aguardar a chegada dos ônibus (eram três). Foi uma agonia: nunca que apareciam lá, no fim da rua, fazendo a curva! Ufa, foi de doer mesmo!
       Nessa época eu dava aulas para uma turma com dificuldades de aprendizagem, o que me abatia demais. A turma era distinguida por uma sigla : EE (Ensino Especial) e o aluno dessa turma era classificado como AE (Aluno Especial). O método de alfabetização usado era o de Palavração (para quem não é professor, uma explicaçãozinha ligeira: consiste em fazer o aluno aprender primeiro a palavra, repetidamente, até que ele perceba que palavras são feitas de pedaços chamados sílabas que, por sua vez são formadas por pedaços chamados letrinhas!). Bem, ensinava a palavra MÔNICA (era a "heroína" da cartilha!) por toda a tarde e, no dia seguinte, parecia que NUNCA havia escrito ou falado tal palavra. Isso por meses. Sem falar que fediam a urina, viviam com catarro verde escorrendo, ou prestes a escorrer, narinas abaixo, chegavam famintos, eram extremamente agressivos ou indiferentes, até mesmo alheios, alguns, como se congelados. E claro que o Curso Normal - pelo menos o da época que fiz - sequer mencionou que seria possível uma turma com essas características na escola, no meio de toda aquela "normalidade" para a qual fomos bem preparadas em nossos estágios e aulas práticas! Portanto, aquela realidade foi um baita susto para mim! Como também foi um enorme presente que trago aquecido no meu coração, bem grata, desde então: mudou muito minha perspectiva como profissional, ser humano e mãe!
       A minha caçula teve mais privilégios: na época em que foi para o Jardim, eu já dava aulas para o segundo segmento do primeiro grau, daí que tinha duas manhãs - quando não haviam cursos ou reuniões - em que a levava à escola. E era uma delícia! Desyrée estava numa fase engraçadíssima e conversávamos o percurso todo! Ida e volta. Pena que era pertinho, um quilômetro mais ou menos, mas era encantadora aquela caminhada! E, quando ela estava na quinta série, comecei a trabalhar na escola em que ela estudava, daí que ficou tudo muito melhor, muito mais próximo, muito mais partilhado!
       E agora, como a vida é uma roda, como estamos sempre em círculos, como é tudo um bate e volta, como temos que retribuir as bençãos que recebemos, cá estou  envolvida em... levar netos à escola! E tem sido aventura em cima de aventura! O caminho até a escola é feito a pé (aproximadamente um quilômetro e meio), passando entre camelôs, barracas de frutas, legumes, peixes, siris, temperos, ervas, quinquilharias. Ah, e tem os cachorros sem dono, carentes e esfolados, que às vezes, muito às vezes, nos assustam. Muitas coisas são vistas, percebidas, aprendidas. Tem mesmo muita coisa, tem tanta coisa que tem até... sabem mais o quê?  A Ponte que Treme! Rssssssssssssss Uma velha ponte sobre o rio Pavuna, que quase ninguém nota que é uma ponte, somente quando se vai caminhando do lado direito da rua (direito para quem caminha em direção a São João de Meriti, município vizinho do Rio de Janeiro, separado exatamente por esse rio!). Então podemos ver aquela água preta (não, não é o rio Negro! Rssssssssssss) e fedorenta, deslizando com dificuldade - devido às caixas de papelão, copos, garrafas, sacos plásticos e toda espécie de lixo jogados no pobre curso d'água.  A mureta é feita de uns tubinhos de ferro enferrujados e com o espaçamento, entre um e outro, tão imenso que até um hipopótamo passa naqueles vãos! Mas tem beleza naquela sujeira, acreditem! Numa das margens do rio há o muro do prédio do SESC - que tem a metade inferior de tijolo e concreto e a parte superior com grades verticais de ferro. Algumas árvores plantadas daquele lado (dentro do terreno do SESC) pendem seus galhos, que se avolumam a cada dia, sobre a água fedorenta. E, adornando a galhada meio verde, meio cinzenta (de poeira e fumaça de combustível), podemos ver várias garças empoleiradas, às vezes sete ou oito, enquanto meia dúzia, ou mais, fica estacionada - algumas apoiadas em uma só perninha - naquele rio, nos espaços onde o fundo é quase rente com a margem. São aquelas garças, alvas como algodão, que nos fazem ter a dimensão da profundidade quase inexistente em alguns pontos do rio (por quê? Ah, excesso de lixo, falta de limpeza, falta de educação, falta de governo!). E também são essas belas, elegantes, suaves e generosas garças (que ali surgem para se alimentarem dos detritos de peixe que os vendedores despejam no rio) que nos fazem praticar matemática quase que diariamente: é um tal de contar quantas estão nas árvores, quantas estão na água, quantas a mais ou a menos haviam ontem. E hoje? Quantas são? Quantas voaram de repente?
       Bem, o rio passa por baixo do asfalto da rua, no trecho após os vendedores de peixe,  siri e mexilhões. Vamos sempre pelo lado que tem a tal mureta corroída e vazada, que é o lado que se vê o rio (do outro lado da rua é um estacionamento, o rio passando embaixo sem ninguém dar conta de tal fato!). Por que vamos sempre pelo mesmo lado? Ora, no meio da ponte, do lado da tal mureta, quando passa um ônibus ou caminhão, sentimos a calçada tremer! Daí, apelidei aquele trecho de A Ponte que Treme, para tornar a caminhada para a escola bem excitante e "perigosa". Todos os dias em que os levo à escola (pelo menos três), paramos no meio da calçada, bem na direção do centro do rio, e sentimos a ponte tremer sob os nossos pés! Confesso que sempre me ocorre não ser uma brincadeira segura: vai que a ponte no treme-treme, desaba? Rssssssssssssssss Se há tempo, ou seja, se não estamos muito em cima da hora, podemos sentir umas quatro ou cinco tremidas, se não, temos que torcer para passar por ali no mesmo instante em que um veículo pesado: a parada é ligeirinha e a tremida fica garantida! Às vezes, após uns dez passos , um de nós olha para traz e percebe a vinda de um "busão"! Aí, é uma ré garantida! E correndo e dando risadas! Magnífico!
       Amanhã é dia. De passar sobre a Ponte que Treme segurando aquelas mãozinhas miúdas, macias e frágeis dentro das minhas - já enrugadas, veias saltadas, ossos entortando-se, doloridas: contraste harmonioso entre a vida que começa e a que ainda, graças a Deus, pode agasalhar!

       Cléa Siqueira

33 comentários:

  1. São as pequenas grandes coisas da vida, Cléa.
    Você, como sempre, comovente ao escrever.
    Mas ainda tão nova, nada de se sentir velha, "encarquilhada", não, senhora!
    A vida segue seu curso, queiramos ou não.
    Que benção, os netos.
    Beijo, amiga.

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  2. Oi, querida Lucia!
    Não, não me sinto velha e encarquilhada não! É como estou! Tenho osteoartrose e as mãos já vão se deformando. Dóem muito alguns dias, assim como outros ossos e articulações e não devo tomar anti-inflamatórios pois sou alérgica e hipertensa, daí... que estou gasta mesmo! Rssssssssssssssss Mas não me importo, juro que não, faz parte. Se quero mais é apenas para ter mais aventuras! Rsssssssssssss E venturas!

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  3. Comovente relato que nos faz viajar por diversas estações de sua vida, tão bem recheada de emoções. Realmente deve ser super divertido e venturoso caminhar com seus netinhos, conheço bem você e seu lado faz de conta. Osteoartrose...sei bem como é dolorido.
    Beijos, amiga querida

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    1. Minha querida Ly,
      Vc chegará lá, às caminhadas divertidas e venturosas com seus netinhos! E confirmará o que digo e o que já sabe.
      Osteoartrose... palavra feia, tão feia como a dor que dá, né não? Rsssssssssssssss
      Bjsssssssssssss, quérida, Deus a abençoa!

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  4. Oi Cléa!

    Que delícia de leitura! Fiquei aqui imaginando e visualizando cada trecho de seu percurso com os pequenos - em especial a passagem pela Ponte que Treme! Vocês são corajosos, hein, pois acho que eu sairia correndo se sentisse o chão tremendo debaixo de meus pés... rsrsrs
    Que bom que a vida nos dá a oportunidade de retribuir bênçãos, não é? Quem sabe volte para mim esse privilégio, no futuro, pois pelos mesmos motivos seus de trabalho, não me cabe acompanhar meus tesouros até a escola (feliz do papai, que os carrega! rsrsrs).
    Deixo um beijo, meu carinho e minha alegria por ter teus escritos para ler neste meu final de domingo!!!

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    1. Menina Suzy, como gosto de você!
      Pois é, quando estava escrevendo sobre a Ponte que Treme, também me julguei muito corajosa, de uma coragem que desconhecia! Rsssssssssssssss Mas posso assegurar que a tremida sob os pés é muito bom! Rsssssssssssss
      A vida oportuniza sempre, Suzy, é que tem que ter olhos de ver e coração de sentir, muitos não tem, lamentavelmente!
      Fico feliz em ter alegrado seu final de domingo com minhas histórias!
      Bjsssssssssssss, quérida, Deus a abençoa e aos seu tesouros! Ao papai privilegiado também, claro!

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  5. Oi Cléa \o/
    Que delícia de post.
    Me fez relembrar do meu tempo de pré-escola,pois nessa época,
    meus avós maternos,que me levavam ao colégio.
    Era um trajeto curto,mas cheio de conversas gostosas e muitas risadas.
    Bons tempos...
    Como é prazeroso retribuir bençãos,transmitir coisas boas,e ser útil na vida do proximo...
    Bjs!
    Tenha uma semana de paz. (ړײ)

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    1. Minha querida Clauzinha,

      A minha caçula, que pude levar mais vezes à escola, foi quem mais aproveitou a companhia dos avós levando-a nos outros dias, aqueles em que eu não podia! Você e ela foram beneficiadas e creio que também eles, os avós, se divertiam bastante com aquela companhia miúda!
      De fato, ter a oportunidade de retribuir ao bem recebido é muito confortante!
      Bjsssssssssss, quérida! Deus a abençoa!

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  6. Ai, que saudade! E sim, como era delicioso! O quanto aprendia naquelas caminhadas e o quanto ainda hoje aprendo com a nossa abençoada convivência! E sim, levar pelas mãos os nossos pequeninos se faz, cada dia mais, uma bênção de evidentes surpresas! Como nos surpreendem com as suas mentes tão especiais! Amo, amo, amo! Você e eles! E as deliciosas lembranças e momentos que experimentamos! Muitos beijos, Dedê.

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    1. Meu amor!

      Sentiu saudade, né? Também senti escrevendo! Somos uma boa dupla, pode levar fé!
      Quanto aos nossos pequenos, logo, logo, já estarão bem grandões e já teremos outro tipo de diversão com eles, assim como aconteceu e acontece com a gente: ainda nos divertimos muuuitooo!
      Nossas lembranças e momentos, ninguém nos tira, meu amor!
      Bjssssssssssss, quérida, Deus a abençoa!

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  7. Minha querida e tão sábia amiga,

    e a vida não é exatamente assim? tempo que vai, tempo que volta?

    Seus netinhos é que tem sorte sabia? Ter que passar por um caminho assim tão cheio de movimento, de possibilidades, de diferenças, percepções que eles com certeza vão levar pela vida afora,aprendizado!

    Abraço, grande pra você!

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    1. Renata querida,
      Adorei o "minha querida e tão sábia amiga"!
      Mas, quem dera! Ainda vou gastar muito chão para tornar-me sábia! Até porque quando penso que já aprendi alguma coisinha, dou uma escorregada e ponho quase tudo a perder! Rsssssssssssss Mas gostei de ler! Obrigada, acariciou meu ego!
      De fato, o nosso percurso é múltiplo de observações, considerações e aprendizados! Espero, de fato, estar colaborando pra isso!
      Bjssssssssss, quérida, Deus a abençoa!

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  8. Oiê. A medida que ia lendo seu post tive a sensação de que as coisas por aí estão caminhando bem. Que depois do perrengue todo vocês estão aprendendo e vivendo. Fico feliz com isso. Já pensou seus netos lembrarem daqui a muito tempo quando a avó os levava à escola? Nossa, vai ser a glória!!! Agora, quanto a ponte que treme, isso deve ser defeito do Rio....kkkkk. A ponte Rio-Niterói também treme menina.
    E não é pouco não.....kkkk. Que que é isso pelo amor de Deus?....kkkkk
    Boa semana a você e aos netos todos

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    1. Oiê, Maristelinha do meu coração!

      É como a letra daquela música: "...nuns dias chove, em outros bate sol...", portanto, tentamos, bravamente que as coisas caminhem bem. Por nós, mas, principalmente, pelas crianças que ficaram sem direito á escolha e opinião. O pai empurrou-lhes uma decisão goela abaixo que virou o mundinho deles de pernas pro ar!
      Daí que, o mínimo que posso fazer é o que venho tentando: estar mais ou menos inteira e provar-lhes, pelo exemplo, que nem todos abandonam, que há amores que ficam para sempre, aliás, como meu neto me diz: "nosso amor é interno" (ele quer dizer eterno). E assim é para mim: para todo o sempre, Amém!
      Quanto ao tremor das pontes no Rio: sabia que é muito importante que tremam? Esse tipo de tremor é garantia de que não desabarão! Pergunte a um engenheiro! Rssssssssssssssssss
      Bjssssssssssssssss, quérida!

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  9. Oi Cléa,

    Muito bom ler você. Adoro estes risos intercalados, que mostram 'conformação' com a situação-rsrs. Não creio que eu iria gostar de carregar três netinhos para a escola e ainda tendo que passar por este caminho surpreendente e por uma ponte que treme-rsrs. Mas a vida é assim mesmo. Tenho uma irmã que teve que criar três filhos sem o apoio do marido e agora ,com eles criados e já avó, não consegue um momento para relaxar e fazer o que gosta. Virou mãe substituta dos netos-rsrsrs.
    Mas tem suas compensações, pois os garotinhos a adoram. Creio que assim também é com você. Estes momentos seus com seus netos, apesar da Ponte que Treme, são alimento para a sua vida. Além do mais, é sempre uma graça poder retribuir as bençãos recebidas.

    Se cuida ao passar pela ponte-rsrs. Achei bonito você dizer: "contraste harmonioso entre a vida que começa e a que ainda, graças a Deus, pode agasalhar!"

    Beijossssssssss.

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    1. Querida Vera,

      De fato, sou conformada na maioria das vezes: "o que não tem remédio, remediado está!". Revolto-me, irrito-me, aborreço-me com maldade, injustiça, mesquinharia, futilidade. Isso me tira do sério e me deixa intranquila mesmo!
      Não são três netinhos, são dois, um casal: a menina com oito anos e o menino com cinco. E, a princípio, recebi a missão com muito receio: imagina acontecer alguma coisa desastrosa nesse caminho surpreendente (e vc nem sabe o quanto, num subúrbio do Rio de Janeiro!)? Não me perdoaria! Acontece que lembrei-me dos velhos tempos, quando me vi com duas meninas sem um pai presente, e percebi que estava no lucro: eu só tenho que ajudar! A pior dor é a da minha filha! Ela é quem tem que segurar as pontas todas!
      E tem a seguinte face da história, querida Vera: se o filho se tornar boa gente, todos dirão que somos sortudas, que "recebemos filhos tão bonzinhos! Mas se der uma zebrinha, ai de nós! Seremos eternamente as responsáveis por tal, as que não souberam educar os filhos! Afinal, a culpa sempre é da mãe (tudo bem que, às vezes é mesmo!)!
      Não acho legal avó tornar-se mãe substituta, mas, a ajuda é fundamental quando estamos (como mães) precisando. Aliás, amor e carinho são bons sempre, né não?
      Vou me cuidar, Vera querida, pode deixar, afinal quero dar conta direitinho da missão que recebi!
      Bjsssssssssssss, quérida, Deus a abençoa!

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  10. Oi querida!!
    Que delícia! Eu também quero!!!
    Embora hoje eu tenha mais tempo com meus filhotes (recusei uma proposta de trabalho ótima pra não perder esse fase linda, principalmente da Ana) quero ter a oportunidade de cuidar dos netos.
    Não queria envelhecer... antes eu até pensava assim: 55 anos tá muito bom, rsrs, mas hoje eu quero ter a oportunidade de vivenciar a chegada e crescimento de alguns netos, que serão nada mais que filhos!!
    Te acho uma linda!! E adoro seus posts.
    Beijos!!

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    1. Oi, minha querida!

      Ah, também quer o passeio pela Ponte que Treme? É só vir que tem! Rssssssssssss
      Queira envelhecer sim, menina, é uma dádiva! E o que é envelhecer? Muito questionável, né não? Os prazeres são de outra natureza, recebem outro olhar, tem um sentido muito melhor!
      Netos... "nada mais que filhos!", sabe que não sei, querida? Tento (e olha que sou teimosa, hem?) encontrar uma palavra, uma pelo menos, que me permita explicar a alguém o que sinto nessa relação e não encontro!!! Doideira!
      Fui avó aos 50 e minha primeira neta já vai fazer nove anos! Passa tão depressa! Já tem tanta coisa que esqueci, que já não lembro, ainda bem que tem muitas fotos! Rssssssssssssss Vc já imaginou se demorasse mais para que os netos chegassem?
      Também a acho linda e também adoro seus posts!!!
      Bjsssssssssssssss, quérida, Deus a abençoa!

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  11. Cleia querida, tão bom tê-la de volta...

    Com suas histórias de vida, cheia de aventuras (srrsr, ponte do treme treme) de sabedoria e principalmente de amor !!!

    Amo vir aqui, ler, me emocionar...

    Você faz falta nessa blogosfera doidona !!!!

    Bjus 1000 sua linda e muito, muito obrigada pelo carinho !!!

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    1. Minha Pepa querida!

      Bom mesmo é encontrá-la aqui, no face e nos meus pensamentos! Sempre dou umas risadinhas quando lembro de seus comentários lá no face ou de suas gostosas postagens no blog!
      Quer vir dar uma voltinha na Ponte que Treme? Mas vai ter que levar o pacote inteiro: a poeira, os camelôs, o fedorzinho, as garças, o cheiro dos peixes, siris e mexilhões, ih, um mundo de coisas - que esse caminho é farto! Rssssssssssssssssssss mas vai ter abraços e beijinhos e muito carinho, que tal?
      Você é que faz falta prum mundão de gente (ô garota popular, hem?)!
      Bjsssssssssssssss, quérida, Deus a abençoa!

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  12. Nós avós temos tantas experiências..tantas histórias para contar... Quantos conselhos para dar... Quanta paciência para os suportar... Esquecemos nossa vida, para vivermos cheias de atenção, de carinho, de amor. Somos o meio termo...o equilíbrio... A palavra de esperança, o colo que aninha o ombro que apesar de cansado... apóia com olhar de complacência!!Texto lindo me senti andando com vc e seus netos pela "ponte que Treme"......são momentos que ficarão para sempre na mente deles ,e para nos alimenta nossa alma....bjjss
    meu cachixó

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    1. Oi, querida Mara!

      Você é uma pessoa encantadora, sabia? Nos conhecemos há pouco tempo, mas encontro-a diariamente lá no Face e admiro muito o carinho que demonstra com seus amores e amigos.
      E vc entende bem sobre isso de ser avó, sabe que é essa coisa toda sem limite ou explicações! Bem que tentamos explicar, mas faltam palavras, ou jeito, nem sei!
      Que bom que gostou do texto! Espero, do fundo da minha alma, que eles não se esqueçam de nossos momentos, mesmo daqueles em que não fui tão engraçada ou complacente, daqueles que dei bronca ou tive preguiça de brincar. Porque as lembranças que tenho da minha avó materna são de muita ternura e são muito boas de recordar.
      Bjssssssssssssss, quérida, Deus a abençoa!

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  13. Ah, como a minha vida se enche de alegria quando consigo passar por aqui...Já te disse mais de uma centena de vezes, que reconheço minha querida gostosura, na forma como conta seus casos....Creio que sua "menina" não se importe de te pegar emprestado vez ou outra...Ainda bem que a vida nos dá a grande oportunidade de agradecer e retribuir as bençãos que vem do céu...Ah, um dia te conto que é a autora do texto "deficientes"....Adoro-te

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  14. Cucla, minha menina,

    Claro que as minhas "meninas" não se importam que me pegue emprestado, ao contrário, tenho a certeza de que elas se sentem felizes e honradas: quem teve a mãe que vc teve, querer "pegar" a mãe delas emprestada, vez em quando, é uma satisfação!
    A Gostosura, como tb já lhe falei, foi a minha grande inspiradora para criar o Brechique. Aprendi a gostar dela, a admirá-la, a torcer por ela pouco antes de se saber doente. Acompanhei tudo, da forma que pude, sofrendo e rezando. Daí que começar a gostar de você foi natural, naturalíssimo! Mais uma benção que veio do céu!
    Estou curiosa quanto à autora, hem?!
    Bjssssssssssss, quérida, Deus a abençoa (tb adoro você!)!

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  15. Cléa, além de você nos transportar para lugares nunca antes navegados, nos situa dentro de uma historia real e deliciosa, contando as idas e vindas do momento, e gerações se abraçando!
    Gostei, muito do final, sublime e real a comparação das mãos se entrelaçando! É a nossa vida.
    Beijos carinhosos!

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  16. Oi, Taís,
    Desculpe-me o atraso em respondê-la, mas... são tantas emoções!!! Rssssssssssssssssssssss
    Que nada, foi dificuldade operacional mesmo! Esta minha maquininha me pôs em saia justa. Ainda está pondo, mas estou tapeando a danada!
    Muito obrigada, mais uma vez, pela generosidade de suas palavras.
    Bjssssssssssss, quérida, Deus a abençoa!

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  17. Cléa, só aqui da aldeia consigo comentar os teus posts.
    Como gostei deste, em que descreves um Brasil profundo que não tem nada a ver com o Brasil cosmopolita do Rio de Janeiro. Ou terá?...
    Quando estive aí pela 1ª vez (e única até hoje), fiquei com a sensação da maravilhosa Natureza com que Deus vos abençoou. O triste, foi o encontro com as pessoas que a desfeiavam, o abandono em que viviam e o sofrimento da pobreza. Corri a costa desde o Recife até Fortaleza, e mesmo nesta cidade, pesava a desolação de tantos meninos da rua e dos bairros nos Morros.
    Fizeste-me lembrar das minhas decepções com o ensino nos meus primeiros anos de trabalho, também num Bairro muito pobre, crianças carenciadas. O que se aprende com elas e por elas!
    Foi essa vontade de os compreender e ajudar que fez com que em todo o meu percurso como professora, eu sempre tivesse dedicado um lugar especial à minha formação e mais tarde, à Formação de Professores.
    Obrigada pelas recordações que acordaste em mim, e por seres uma avó como eu gostava de ser (se os meus netinhos não vivessem tão distantes de mim).
    Um longo abraço, da Bombom

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    1. Ai, Bombom querida!

      Fiquei tão feliz com o seu comentário! Foi um presente!
      O Brasil que descrevi é o Rio de Janeiro real, do dia a dia da maioria dos cariocas! Somos feitos desses locais! Até Copacabana, a Princesinha do Mar, é cheia de camelôs e pessoas comuns andando pelas ruas: donas de casa e empregadas domésticas empurrando seus carrinhos de compra, ambulantes oferendo as mais variadas traquitanas, mendigos, viciados em crack (que aliás perambulam por toda a cidade: da zona norte à zona sul) e toda essa banalidade que se tornou morar em cidades grandes.
      A diferença entre Copacabana e Pavuna (o bairro que moro e que fica rente à baixada fluminense, fazendo divisa com outra cidade do estado) é que lá, na zona sul, o cuidado com as aparências locais são maiores porque, afinal, Copacabana é cartão postal. Pavuna... Pavuna é mais um bairro de gente remediada e pobre. Professor de escola pública, lavadeiras, faxineiras, pedreiros, atores sem chance, médicos altruístas. Gente boa e gente ruim. O menino remediado e o menino pobre e o menino que dorme na calçada do prédio do banco ou da praça - que atualmente tem um quiosque de plantas. Vivo num país injusto. que não respeita a educação e a cultura. Que dirá o resto?
      Bem, Bombom, a vida também é feita disso. Penso que o importante é ter olhos de ver. Ver garças alvas pousadas em árvores e rios lamacentos. E diversão numa ponte corroída que estremece sob os nossos pés!
      Bjssssssssss, quérida, Deus a abençoa!
      Eu é que agradeço: sua visita, sua sensibilidade, suas palavras carinhosas.

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  18. Oi Cléa, é a Vi, você não sentiu a minha mão "grudar" na sua?
    Me envolvi tanto na historia que me vi nessa ponte que treme, pegando em sua mão.
    Que beleza de relato, quando digo que você é talentosa, não digo só para te agradar, falo a verdade.
    Muitos beijos,Vi

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    1. Vi, meu docinho!

      Sentir sua mão? Ah, venho sentindo mais do que isso: venho sentindo o efeito das suas orações em mim! Muito obrigada, amiga!
      Então descrevi bem a cena, né? Então, estou no caminho! Rssssssssssssss Sem tremer!!! Rssssssssssssss
      Olha, começo a acreditar que dou pro gasto, hem? Depois me aguenta! Rsssssssssssssssssssssssss
      Bjsssssssssssssssssssssssss, quérida!

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  19. Ainnnnnnnn, agora que dona Dodoca, só vive num tal de facebook, nem vem aqui escrever uns posts para me fazer sorrir e viajar ... ops, estava digitando alto, srrsrs

    Mas é verdade, eu adoro seus posts, dá prá voltar a escrever ??
    Obrigada !!!

    Eu a que enche os pacovás !!! rsrsrs

    Bjus 1000 linda !!!

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    1. Viu só, Pepita querida? Ainda não consegui me organizar!

      Estou tão alopradinha que só hoje vi o seu comentário-recado aqui! Rssssssssssssssssssssssss
      O Face tem me anestesiado para passar pelos altos e baixos que tem acontecido: dias de calmaria são cada vez mais raros! No face, dou vários pulinos por dia entre uma coisita e outra e, dessa forma, tapeio os problemitas. Que sei vão se organizar. Mas, enquandto isso...
      Estou com algumas coisas começadas, deixa comigo! Nao desista de mim!
      Bjsssssssssssssssss, quérida

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  20. Linda história, lembrei de mim quando depois de uns tempos que tive que trabalhar e fazer faculdade ja perto de completar os 40, passei por uma transição complicada, pois sempre acompanhei meu filho na escola ( foi mãe aos 30 anos) e a faculdade e o trabalho publico chegaram depois dessa fase ele ja com 6 anos foi quando tive que cortar de fato o cordão umbilical e isso foi dificil , não poder estar presente numa reunião escolar, chegar tarde em casa e encontrá-lo dormindo algumas vezes, e comecei a me sentir culpada Mas certa vez alguém me disse que os filhos entendem e de fato hoje ele esta com 11 anos e nunca cobrou minha ausência, durante o tempo que eu chegava em casa depois das 22h por conta da faculdade. Graças a Deus com o término voltei ser mais atuante , que até um café da manhã que é algo tão simples se tornou importante pra mim #poreletudo.

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Muito obrigada por participar do meu blog com o seu comentário.
Bjssssssssssssssssssssssss