terça-feira, 22 de novembro de 2011

A camisola do dia... tão transparente, macia...

Casei-me, pela segunda vez, há nove anos (outro dia conto esta minha linda história de amor, me aguardem!). E, apesar dos quarenta e oito anos da ocasião, apesar do corrido da decisão, apesar das dificuldades do momento, também quis uma camisola do dia - na verdade, da noite, né? E também um pijama para o meu amado, que combinasse com a camisola em questão.
Desatualizada que estava sobre camisolas sexys (é assim que se escreve? rsss) perguntei a uma e outra amiga lá da escola onde trabalhava. Uma delas garantiu-me que havia uma loja super interessante num shopping da zona norte do Rio de Janeiro e que, com certeza, lá encontraria a camisola e, quiçá, o pijama.
Fiquei animada, mas não queria ir sozinha em tal empreitada, daí que a minha Goló Fulô (sempre solícita) ofereceu-se para acompanhar-me. E fomos, creio que numa sexta-feira - dia em que saíamos mais cedo da escola - para o tal shopping. Descemos do metrô, se bem me lembro, caminhamos um pequeno trecho e nos embrenhamos naquele complexo de lojas e ofertas.
Encontrar a loja de camisolas foi fácil - Raquel explicara bem direitinho. E, de fato, as camisolas eram deslumbrantes! Cada uma mais bela do que a outra, daí que fomos colocando, penduradas em nossos braços, aquelas que mais nos agradavam para fazer a seleção depois. Olha, tarefa árdua, hem, principalmente para quem está com a grana contada.
Quando já nos sentíamos um cabide abarrotado de camisolas pelos braços, resolvemos dar uma parada e fazer uma triagem. Cabe aqui esclarecer que na loja, que era até pequena, estava presente apenas uma vendedora (a gerente, de acordo com ela, havia saído, já não lembro para o quê). Eu e Goló despejamos as camisolas pré-selecionadas sobre o pequeno balcão e começamos a pior parte: a eliminação! Claro que fomos primeiro pelo preço, certo?
Tira uma daqui, outra dali, até que chegamos à conclusão de que nada dava! Nada dava para comprar pelo preço carinho, que o corpinho até que ajudava naquela época: querenta e sete quilos distribuídos em 1,53m. Estava bom, tinha até cintura! Suspiros de cansaço e controle do riso pela situação de dureza financeira. Mas... tinha um pijama de seda azul marinho em oferta, daí que comprei para o "noivo". E saímos felizes e rindo, penalizadas com a vendedora que, por aluns bons minutos, até supôs fazer uma venda polpuda.
Íamos caminhando e comentando a beleza das peças que havíamos selecionado, Goló do meu lado esquerdo, com sua bolsa de trabalho pendurada também no seu braço esquerdo. Notei que as pessoas que passavam por nós nos olhavam com certo ar de espanto: olhavam, franziam a testa, olhavam... até que a minha incrível amiga resolveu atravessar na minha frente para observar uma vitrine do lado em que eu estava : o direito.
Então, quando passou na minha frente, entendi porque nos olhavam com tanta atenção: ela trazia, ainda, pendurada em um dos braços (o esquerdo) uma bela camisola longa de cetim cor de manteiga e rendas! Arregalei meus olhos e comecei a rir. Ela me olhava sem entender meu riso, mas, acompanhando o meu estado de espírito, rindo também! Com dificuldade, apontando e falando entrecortado (pelo riso que já me fazia chorar), consegui explicar o que acontecera. Quando Goló olhou para o braço...! Ah, nos apoiamos na vitrine próxima e rimos até cansar! Ela desfilara pelo shopping, cerca de uns trinta metros, com uma bela camisola pendurada! Arrastara-a pelo piso com aquele passo sem pressa, sem hora, sem compromisso. Rimos muito e, claro, voltamos à loja e devolvemos a camisola à balconista que nem tinha se dado conta do sumiço da dita cuja, mas que, com certeza, ao fim do dia teria um bom quinhão descontado do seu salário. Ou perdido o emprego, sei lá! Mas, depois da diversão, fomos corretas e consertamos a distração.
Minha camisola do dia? Ah, fui encontrar uma bem mais simplesinha em uma loja no centro do Rio, lá no Saara. Mas... sabiam que fiquei pouco tempo vestida com ela? rsss

9 comentários:

  1. KKKK!!!!

    O que não faz a euforia de um momento hein?

    Vejo que a farra de dia, e da noite também foram boas né?

    Gostei do texto, bem divertido!

    Abraço,
    Renata

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  2. Farras excelentes, Renata, excelentes! rssssssss
    Mais uma vez, obrigada pelas palavras gentis. Com Goló, boa parte do tempo é como viver farreando! rssss
    Fui no seu site e adorei a foto e o texto "varandão da saudade" sobre o sabiá. Deixei um recadinho.
    Bjssssssss

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Bom dia Dodoca!
    Ri um monte com essa história,(e acabei de contar pra minha irmã)!Ela adorou.kkkkk
    Que mico,sair com uma camisola pendurada!
    Ainda bem que foi por uma boa causa...rsrs
    (Fiquei tão desconcentrada que escrevi uma palavra errada no comentário logo ali em cima,o qual apaguei!!rsrs).

    Bjão,tenha um linda 4ª feira!
    :)

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  5. Adorei....obrigado por tudo...bjo

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  6. Clau, querida,
    é sempre tão gostoso ler seus comentários!
    Pois é, com esta minha amiga é quase sempre assim: uma diversão! O bom é que nem ligamos mais se pagamos mico ou não, seguimos adiante e felizes.
    Linda quarta pra vc tb!
    Bjssssssssssssssss

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  7. Cucla!!! Como é bom recebê-la!!!
    Vou contar-lhe uma coisa: já gosto tanto de vc que nem sei como explicar!
    E eu é que agradeço a sua presença e generosidade!
    Bjssssssssssss quérida

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  8. Parei por aqui por que achei interessante o título desse post, e olha, devo confessar que não me arrependi nenhum pouco. Ri até me doer a barriga, imaginando a cena, e a sua cara (embora não a conheço) mas imaginação é imaginação né! E o quanto vc e ela devem ter rido com a situação. Gostei muito. Hoje decididamente estou lavando a alma hehe. Bjocas

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  9. Que bom, Josy, que deu para lavar a alma!
    com Goló é quase sempre assim: o riso corre solto! Rimos de muita bobagem tb, somos ótimas nisso!
    Bjsssssssssssssss, quérida!

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Muito obrigada por participar do meu blog com o seu comentário.
Bjssssssssssssssssssssssss